Ver bem nem sempre significa ver com conforto. A terapia visual é um programa personalizado para trabalhar a focagem e a coordenação entre os olhos.
A terapia visual é um programa individualizado de exercícios e atividades orientadas, definido de acordo com os resultados de uma avaliação visual.
O objetivo é trabalhar funções específicas que podem estar relacionadas com desconforto ou dificuldade durante determinadas tarefas visuais.
Não se trata de um conjunto de exercícios igual para todas as pessoas. O programa é adaptado à alteração identificada e aos objetivos definidos para cada caso.
A terapia visual procura trabalhar funções específicas que ajudam os olhos a focar, a adaptar-se às diferentes distâncias e a funcionar de forma coordenada.
Capacidade de ajustar a posição dos dois olhos para manter uma visão única quando observamos objetos a diferentes distâncias.
Incluem a convergência, quando os olhos se direcionam para um objeto próximo, e a divergência, quando ajustam a sua posição ao passar para uma distância maior.
Capacidade de ajustar e manter o foco para observar com nitidez objetos que se encontram a diferentes distâncias.
Permite focar ao perto, relaxar a focagem ao olhar para longe e alternar entre diferentes distâncias de forma rápida e confortável.
Capacidade de os dois olhos trabalharem em conjunto e de as imagens captadas por cada olho serem combinadas numa visão única, estável e confortável.
Esta coordenação permite manter essa visão à medida que mudam a distância, o foco ou as exigências da tarefa visual.
As funções a trabalhar são definidas após uma avaliação individual, de acordo com a alteração identificada e os objetivos de cada pessoa.
A terapia visual pode ser considerada quando uma avaliação identifica alterações funcionais que possam beneficiar de exercícios orientados.
A presença destes sintomas não significa, por si só, que exista indicação para terapia visual. A avaliação permite identificar a sua origem e definir o acompanhamento mais adequado.
A ambliopia e o estrabismo correspondem a diferentes situações clínicas e podem exigir abordagens distintas.
Consoante o diagnóstico, o acompanhamento pode envolver correção óptica, oclusão, prismas, cirurgia ou outras medidas. Em alguns casos selecionados, determinados exercícios visuais podem integrar o plano definido.
Em alguns casos selecionados, determinados exercícios visuais podem integrar o plano de acompanhamento. No entanto, a terapia visual não é indicada para todas as situações, nem substitui as abordagens recomendadas.
Sempre que necessário, deve existir acompanhamento ou articulação com oftalmologia.
Cada situação é diferente. Marque uma consulta para avaliarmos os seus sintomas e percebermos qual é o acompanhamento mais adequado.
Pode ser importante avaliar a coordenação entre os olhos e a focagem quando, sobretudo durante a leitura, a utilização de ecrãs ou outras tarefas realizadas ao perto, surgem:
Estes sintomas podem ter diferentes causas e não significam, por si só, que exista indicação para terapia visual. A avaliação permite compreender a origem das queixas e definir o acompanhamento mais adequado.
Antes de iniciar um programa de terapia visual, é necessário compreender os sintomas apresentados e avaliar o funcionamento da visão binocular e da focagem. Consoante cada caso, a avaliação pode incluir, entre outros elementos:
Quando existe indicação para terapia visual, é definido um programa de acordo com as funções a trabalhar e os objetivos estabelecidos.
Durante as sessões são realizadas atividades selecionadas e acompanhadas pelo profissional, que vão sendo ajustadas de acordo com a evolução.
Quando necessário, podem ser recomendados exercícios complementares para realizar em casa, seguindo as instruções fornecidas.
A duração e a frequência do acompanhamento variam de acordo com cada caso e são ajustadas com base na evolução da pessoa.
Não. Crianças, jovens e adultos podem apresentar alterações das vergências, da acomodação ou da coordenação binocular.
Os sintomas podem tornar-se mais evidentes durante a leitura, o estudo, a utilização prolongada de ecrãs ou outras tarefas que exigem focagem e coordenação entre os olhos.
A indicação depende da alteração identificada, dos sintomas e dos resultados da avaliação — não apenas da idade.
Quando existe indicação e o acompanhamento é adequado à alteração identificada, a terapia visual pode contribuir para melhorar determinadas funções visuais e reduzir os sintomas associados.
Pode ajudar os olhos a trabalharem de forma coordenada e a focarem com maior facilidade a diferentes distâncias.
Pode diminuir o cansaço visual, a visão desfocada, a visão dupla e as dores de cabeça associadas ao esforço visual.
Pode facilitar a leitura, o estudo e o trabalho ao computador, com um acompanhamento personalizado.
Os resultados variam consoante a alteração identificada, os objetivos definidos, a regularidade do acompanhamento e a resposta individual. Não é possível garantir antecipadamente um resultado específico.
A terapia visual é um programa individualizado de exercícios e atividades orientadas, definido após uma avaliação visual.
O objetivo é trabalhar funções específicas, como as vergências, a acomodação e a coordenação binocular, de acordo com a alteração identificada e os objetivos estabelecidos para cada pessoa.
Não exatamente.
A expressão “ginástica para os olhos” é muito genérica. A terapia visual é um programa estruturado e acompanhado por um profissional, dirigido a funções visuais específicas e ajustado ao longo do acompanhamento.
Pode incluir atividades realizadas durante as sessões e, quando indicado, exercícios complementares em casa.
Sim.
Sintomas semelhantes podem ter diferentes causas e nem todas as alterações visuais têm indicação para terapia visual. A avaliação permite compreender as queixas, identificar as funções afetadas e determinar qual é o acompanhamento mais adequado.
Em algumas situações, pode ser necessário corrigir primeiro a graduação ou recomendar outro tipo de acompanhamento.
Não é aconselhável iniciar exercícios sem conhecer a causa dos sintomas.
Um exercício indicado para uma determinada alteração pode ser desnecessário ou inadequado noutra situação. A avaliação permite selecionar as atividades apropriadas, definir objetivos e acompanhar a resposta ao longo do tempo.
Não.
Quando existe miopia, hipermetropia, astigmatismo ou outra necessidade de correção óptica, podem continuar a ser necessários óculos ou lentes de contacto.
A terapia visual trabalha funções como as vergências, a acomodação e a coordenação binocular. A graduação deve ser avaliada e, quando necessário, corrigida antes ou durante o acompanhamento.
Sim, quando existe insuficiência de convergência sintomática e a avaliação confirma a indicação.
Os exercícios podem ser utilizados para trabalhar a convergência e a coordenação entre os olhos. O programa pode incluir sessões acompanhadas e atividades complementares em casa.
Não.
A dislexia é uma dificuldade de aprendizagem relacionada com o processamento da linguagem e não é causada por uma alteração dos olhos.
A terapia visual apenas pode ser considerada quando existe, em simultâneo, uma alteração visual diagnosticada. Nesse caso, o objetivo é trabalhar essa alteração e reduzir os sintomas visuais, não tratar a dislexia ou melhorar diretamente a capacidade de leitura.
Não.
Crianças, jovens e adultos podem apresentar alterações das vergências, da acomodação ou da coordenação binocular.
A indicação depende da alteração identificada, dos sintomas e dos resultados da avaliação — não apenas da idade.
Depende do programa definido.
As atividades principais são orientadas e acompanhadas pelo profissional. Quando indicado, podem ser recomendados exercícios complementares para realizar em casa, seguindo as instruções fornecidas.
Os exercícios em casa não substituem automaticamente as sessões nem devem ser alterados sem orientação.
As atividades de terapia visual são não invasivas e não provocam dor.
Alguns exercícios podem exigir esforço visual ou causar cansaço temporário, sobretudo no início do acompanhamento. Qualquer desconforto sentido deve ser comunicado ao profissional, para que a atividade possa ser avaliada ou ajustada.
A duração varia de acordo com a alteração identificada, os objetivos definidos, a frequência das sessões, a realização das atividades recomendadas e a resposta de cada pessoa.
Só depois da avaliação é possível explicar como poderá ser estruturado o programa. Não existe um número de sessões igual para todos os casos.
Não é possível garantir antecipadamente um determinado resultado.
A evolução depende da alteração identificada, das características individuais, dos objetivos estabelecidos, da regularidade do acompanhamento e da realização das atividades recomendadas.
As reavaliações permitem acompanhar a evolução e ajustar o programa sempre que necessário.
Sente desconforto durante a leitura, dificuldade em focar ou outros sintomas visuais? Marque uma consulta para avaliarmos as suas queixas e percebermos qual é o acompanhamento mais adequado para o seu caso.